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ISRAEL X LIBANO
Alguém ai mais velho ou quem sabe um pouco mais curioso acerca dos meandros historicos que a faceta da guerra produz, deve estar se perguntando se isto tudo é um reprise ou apenas mais um capricho da batalha sem fim entre judeus e arabes. Pois bem, aconteceu sim, senhores! E a quase exatos parcos 24 atrás o exercito de Israel cruzaria as fronteiras libanesas levando a sua maquina de guerra (sob os auspicios do entao ministro da defesa , o ex-general de brigada desastrado, o Sr. Ariel Sharon, ele mesmo!) até Beirute. O manto do passado esta presente, mas agora, muito embora os foguetes sejam os mesmos ( katyusha) a desculpa de Israel nao é mais a OLP dos palestinos nem a influencia Siria, agora o belicismo patrocinado judeu verte-se aos ataques sob a milicia xiita do Hizbollah. É claro, que por suas consecutivas ações terroristas alem da fronteira Libanesa, o grupo xiita rendeu a senha para a retaliação judia ainda que nada justifique a ação desmedida e covarde deste exercito na semi-chacina dos cidadaos do Libano. A Operação Paz na Galileia lançada no passado por Sharon iniciou-se por terra, ar e mar travando uma batalha com os sirios pelo dominio do vale de bekaa e encontrando a resistencia dos palestinos ate sitiar Beirute, estendeu-se em batalhas consecutivas depois de um falso cessar fogo e deixou um saldo historico de milhares de mortos, incluiu em sí (depois de um apoio pavoroso de Israel aos ultradireitistas falangistas) o famoso massacre de Sabra e Chatila que deixou mais de mil mortos entre os quais a maioria mulheres e crianças e uma cicatriz imensa de odio entre o povo Libanes. Mais de 20 anos depois da ocupação do territorio vizinho as FDI (Forças de Defesa de Israel) voltam a transpor duramente a soberania de seu estado sob a carcaça de pontes e estradas do estado arabe. A invasão judia serve para muitos como uma renovação do sentimento anti-sionista da primeira metade do seculo passado e para outros como a perspectiva de um mundo seguro onde tanto Jerusalem como Haifa estejam longe do poder de fogo de milicias terroristas. A dicotomia judeus x arabes parece caminhar para um futuro sem um bom fim, onde os ossos de seus antepassados fertilizarao um deserto ainda em guerra cheio de sangue e odio separado pelo mesmo sonho da terra prometida. Enquanto isso os EUA se regogizam no seu assento continental vendendo sua influencia e suas armas aos "irmaõs" judeus, aumentando sua presença no mundo arabe e, é claro , se valendo do conflito como um desvio de atenções para suas operações militares no Iraque e Afeganistão. A diplomacia está de luto, a guerra triunfa. O saldo? Um "punhado" de mortos e uma ideologia descompassada de fanatismo e desrespeito à vida humana. E dai parte a pergunta: até quando?
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Filipe Camelo||11:34 AM
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